16/10/2009

Antídoto do mundo

A morte sempre foi algo que mexeu de maneira especial comigo. Por isso tinha pensamentos do tipo: “quero morrer antes de todo mundo para não ter que sofrer a morte de ninguém”. Para talvez fugir desse medo afugentava teorias que pudessem justificar o que acontecia. Antes de conhecer Jesus li muito sobre práticas como o espiritismo por exemplo.

Quando me tornei cristã, o medo de certa forma passou. Ou pelo menos eu achava que sim. O medo agora é outro, não por minha causa, mas sim por causa dos que me rodeiam.

Falar de Cristo é a mais complexa e linda missão que temos nesse mundo. É uma prova de amor. Muitas pessoas se intimidam de falar sobre Cristo com medo de serem taxadas de “caretas” ou “chatas” ou qualquer coisa assim. Eu mesma era assim. Até que escutei uma comparação que retrata muito bem isso:

“Se você por acaso vê que alguém que você ama está se matando com um tipo de veneno, e você tem o antídoto, mesmo que essa pessoa grite e esperneie com você ainda assim valerá a pena convencê-la a tomar a única medida que pode salvá-la”

Jesus é o antídoto pra esse mundo! Não se pode deixar que as pessoas continuem perecendo pela falta de conhecimento. É preciso levar tal bandeira e proclamar o evangelho. E é por isso que eu ainda escrevo (mesmo que de forma menos freqüente). Porque não sou mais eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim – Gl 2;20.

É muito complicado viver no seio de uma família não cristã. Perder um ente querido em tais situações não é nem um pouco bom. O conhecimento da verdade perante tais situações só nos mostram mais e mais que Jesus Cristo é a esperança.

Por isso posto. Para dar animo a quem conhece a Verdade de proclamá-la. E de quem ainda não conhece a beleza de viver pra Jesus, que procure conhecer. Pois não há nada, não há prazer que se compare a tal sentimento.

25/09/2009

Será que você O conhece?

01/09/2009

Dificuldade necessária

Sempre achei que ser “bom” era o suficiente. Na minha cabeça era aquele tipo de pensamento: sigo os princípios da sociedade, respeito as leis e isso faz de mim correta. Ponto final. Impossível pontuar-se dessa forma, afinal de contas como todo mundo, vírgulas compõem uma linha vasta de defeitos. Do meu ponto de vista, em mim um desses adjetivos sempre se destacou: o rancor (leia não como vingativo, mas como incapaz de perdoar).

Quando aceitei Jesus na minha vida, não tive maiores problemas em abrir mão de certas coisas que muitos encontram dificuldade. Porém, naquele momento, iniciei uma guerra interna comigo mesma: a de aceitar que vida reta só se faz sem remoer aquela coisa terrível que é a mágoa alheia. Aceitar, que não prejudicar ninguém e estar com o coração magoado nem de longe me faria uma “boa” pessoa.

Até agora já venci várias batalhas. Mas confesso que entregar as coisas ruins que os outros fazem nas mãos de Deus e descansar de consciência leve ainda é uma das maiores dificuldades que eu encontro na minha vida. Glórias a Deus que Ele tem misericórdia de mim e se empenha a me ensinar mais essa lição.

Semana passada tive duas grandes provas do quão o Pai se preocupa em curar nossas falhas para que possamos adentrar seu Reino quando a hora chegar.

Tudo começou na minha escala com as crianças da igreja (já falei sobre essa parte anteriormente). Começamos falando sobre priorizar a vida com Deus, mas o Espírito Santo nos direcionou para outro assunto. O perdão.

Tremi quando senti que teria que ensinar crianças a importância de perdoar, clamei baixinho que o Espírito de Deus me conduzisse e que as palavras proferidas fossem através dEle, pois sem Ele eu não seria digna de continuar aquela aula. (aliás, sem a Sua presença não acredito que sejamos dignos de nada).

Comecei então a contar uma história que não aconteceu comigo, mas que eu havia presenciado, fato que contei creio que não faça diferença em esboçar aqui visto que ele resume a importância da humilde e de estimular o processo de perdão, mesmo que nós sejamos o lado lesado.

Pensei que o dever estava cumprido. Arrumei a fila das crianças e descemos até o culto para que elas se juntassem a seus pais. Qual não é minha surpresa ao perceber que o tema da pregação era exatamente essa: perdão.

Muitas vezes acabamos vendo a porta de nossas bênçãos se fechar porque nosso coração também está fechado. E o que fecha nosso coração? Entre tantas coisas aquele rancor corrosivo que só a mágoa pode causar. É um grande erro pensar que o perdão tem que ter inicio no coração de quem errou. Estamos errando igualmente ao pensar assim.

Liberar o perdão é a coisa mais difícil para mim em minha trajetória cristã. Porém, ultimamente muitas pregações e vasos têm sido usados para me avisar que uma vez que eu me liberto, o problema não se torna mais meu. Se o Pai que é o mais supremo dos seres nos perdoou sem hesitar, o que resta a nós humanos? Somente Deus é capaz de julgar. Libere seu perdão e entregue a situação nas mãos dEle, não há advogado melhor.

21/08/2009

E Deus inventou o PHOTOSHOP

sem título1

 

Ps.: Eu que fiz!

07/08/2009

Peças Valiosas (1)

 Ao que tudo indica estou de volta na tentativa de acabar com essa mania que tenho de retardar tanto a escrita de algo legal a ponto de transformar num reles rascunho deixando o melhor a ser dito calado no pensamento. Os três acontecimentos seguintes (que obviamente irei dividir em 3 posts) são passados, mas da memória não se foram. Coisas simples que mostram que embora não pareça, sim, as pessoas ainda fazem a vida valer a pena.

 Geralmente nos prendemos nas coisas pequenas e por vezes esquecemos das pessoas que se escondem por trás de tal. Quer um exemplo? O sol é lindo, o seu pôr renova as energias e os pensamentos, no entanto, geralmente quando escrevemos sobre um momento assim estávamos acompanhados – física ou mentalmente – de alguém. É sobre tais pessoas que quero escrever um pouco mais.

 Prolixidades à parte, vamos ao que interessa. A data eu não lembro, mas sei que era quinta-feira. Lá estava eu podre: com dor em todas as partes do corpo, uma febre que não baixava, uma tosse que não parava e todas essas coisas que automaticamente te colocam de cama por dias e nos atuais alertam os que moram contigo a pensar que tu ta com a tal gripe suína.

 “Pra saber quantos amigos tens, faça uma festa. Pra saber a qualidade deles, fique doente”.

 (Embora eu particularmente acredite que ou se é amigo ou não, sem meio-termo).

 Dizem que às vezes o corpo responde às emoções e vice-versa. O caso é que ficar de cama em casa pra uma pessoa ativa como eu é algo extremamente deprimente. Quinzenalmente nas quintas-feiras eu auxilio uma amiga na escolinha infantil durante o culto da igreja. É um momento pelo qual eu aguardo ansiosa. Amo lidar com crianças, ainda mais quando é para orientá-las sobre as maravilhas do Pai Criador, do Filho Redentor e do Espírito Consolador.

 Acontece que justamente na quinta-feira a qual eu era a encarregada de tal tarefa a gripe veio. E não adianta somente em horas assim é possível perceber quem realmente está do teu lado. Não sei explicar o sentimento de impotência e solidão o qual estava naquele momento, uma interferência tão forte que mesmo que tivesse condições físicas não iria ao culto naquele dia. O inimigo nos prega peças querendo colocar em nossas mentes que não somos amados, nem importantes. Ele se irrita com o fato de que o Pai nos ama apesar de tudo que se passa aqui na Terra.

 Glórias a Deus que tais indagações caem por terra quando se trata de alguém que é fiel a Ele. E foi aí que surgiu a minha surpresa boa daquela semana até então perdida:

 Estava quase dormindo quando minha mãe retornou do culto. Não tinha a mínima vontade de que nada fosse compartilhado comigo naquele momento. Fui fraca e fingi dormir. Não adiantou. Ela chegou no meu quarto, beijou minha testa, percebeu que a febre não havia cedido e sentou na ponta da cama. Começou a falar das pessoas com as quais eu tenho convívio. Contou de quais haviam perguntado por mim, ela repassava um carinho tão grande que em meio a uma tempestade me senti de fato amada naquele lugar.

 A cura pro meu desânimo foi imediata, a cada nome citado uma injeção de ânimo me era dada e mais que queria saber sobre as palavras ministradas naquela noite.

 Parece bobo, mas acho incrível a capacidade que o amor pelo próximo tem capacidade de fazer a diferença. Estamos tão deturpados e ocupados com nosso ego que esquecemos da humildade e com isso esquecemos da nossa essência. Tenho certeza que as pessoas mendigam amor hoje em dia por se esquecerem de amar o próximo.

 E como é difícil né? Eu me pego várias vezes durante o dia pensando coisas as quais não deveria, seria hipócrita dizer o contrário. O fato é que a prova de amor desinteressado que eu recebi serviu como um renovo de fé que havia sido estraçalhada por pessoas que não mereciam. Louvo a Deus por saber exatamente as necessidades de coração. Você pode não acreditar, mas é como uma frase que eu escutei esses dias:

 

“Deus sem você continuará sendo Deus, agora você sem Ele será o que?”

 Estendi demais já.

06/08/2009

DSC01384Existem coisas que fazem o trabalho valer mais a pena. Uma sacada como essas é uma delas.

 

Foto: Vera Lúcia Petersen

26/07/2009

Felicidade que transborda parte 2

26 de julho de 2009 | N° 16043AlertaVoltar para a edição de hoje

// REPÓRTER DO FUTURO

Os cinco finalistas ao Primeira Pauta

ZH escolherá estudante de Jornalismo para acompanhar reportagem

//

Após passarem por duas etapas numa seleção acirrada, os cinco finalistas do projeto Primeira Pauta são divulgados hoje por Zero Hora. O grupo disputará uma única vaga para realizar o sonho de aspirantes a repórter: participar de uma grande reportagem.

Entre as dezenas de inscrições ao projeto Primeira Pauta – uma das formas encontradas por ZH para marcar seus 45 anos –, os estudantes (veja os vencedores acima) foram selecionados por editores do jornal para a última etapa do concurso cultural.

Antes enviados via site ou por e-mail, agora o texto que escolherá o vencedor terá de ser escrito na Redação de ZH, onde os cinco finalistas também passarão por uma entrevista com editores e repórteres do jornal.

Lançado no dia 11 de abril, o Primeira Pauta propôs que os estudantes escrevessem sobre o seguinte tema na primeira etapa: “A reportagem que eu gostaria de ter feito”. Na segunda fase do processo, os 20 semifinalistas encararam a proposta de recontar o acidente com o avião da Air France que matou 228 pessoas ao cair no Oceano Atlântico em 31 de maio passado.

Como prêmio, um deles acompanhará, no segundo semestre deste ano, uma equipe de Zero Hora numa reportagem. Será uma oportunidade para conhecer todas as etapas de elaboração de uma reportagem: da definição da pauta, quando as ideias são confrontadas, ao trabalho de campo, que é a parte que envolve aventura e a emoção de conhecer lugares e pessoas, à redação dos textos e edição das fotografias, terminando na edição das páginas.

Além da observação da equipe em campo, o estudante relatará suas experiências em forma de diário, que será publicado com a reportagem de ZH impressa e zerohora.com.

Como será agora
- Na terceira etapa da seleção, os cinco selecionados serão submetidos a uma nova prova, na Redação de Zero Hora, e para uma entrevista.
RESULTADO
- O resultado final será conhecido em 9 de agosto.
- O resultado e o regulamento também estão em zerohora.com/promocoes
Os cinco selecionados
- Daniel F. Gruber, 24 anos, 5º semestre,
Feevale
- Reportagem é… “a forma mais completa de contar qualquer história da vida real, seja ela extraordinária ou do cotidiano.”
- Gabriela Schuch, 19 anos, 5º semestre, Unisinos
- Reportagem é.. “sonho de criança que sempre quis contar a história de suas bonecas de uma forma diferente. É complementar à vida de jornalista que essa menina ao crescer escolheu.”
- Luísa Martins, 22 anos, 2º semestre, UCPel
- Reportagem é… “a arte de contar histórias; é entusiasmo, é fascínio, é vontade de mergulhar em aventuras, descobrir o novo ou redescobrir, em um ponto de vista que é só seu, aquilo que já é conhecido.”
- Mariana Scalabrin Müller, 20 anos, 5º semestre, UFRGS
- Reportagem é… “a expressão máxima do jornalista, em que ele deposita todo o seu empenho, inspiração e até um pouco de si.”
- Rodrigo Rodrigues, 22 anos, 5º semestre, Unisinos
- Reportagem é… “a forma do jornalista se aproximar da arte. Ele dá aspecto literário ao texto, oferecendo ao leitor mais que uma notícia, mas também uma boa leitura.”

10/07/2009

A Bíblia está CHEIA de erros

- o primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
- o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
- e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos…
- porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições
- Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
- Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
- Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas
- porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes ;
- assim foi com a falha de Adão;
- com a falha de Caim;
- e a de Moisés;
- bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.
- Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia
- para pessoas que querem jogar com as palavras;
- para aqueles que gostam de examinar o que é bom, mas sem fazê-lo;
- para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia
- pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história
- por Grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;
- intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;
- bem conhecidos pseudocientistas posando de críticos honestos;
- convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:
- os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;
- a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis;
- Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO.
- para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;
- para os que têm medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;
- para os que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz
- a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face o AUTOR!

Autor Desconhecido.

30/06/2009

Remake: Patinho Feio

 Um conto antigo: o patinho feio é rejeitado por aquela que tinha como sua sociedade e caminha angustiado até descobrir que na verdade era um belo cisne que a todos encantava. Há poucos meses, o programa britânico Britain’s Got Talent trouxe de volta tal narrativa infantil, através da descoberta da Escocesa Susan Boyle.

Desde o nascimento de Susan, em 1º de abril de 1961, é possível perceber semelhanças que tecem as historias aqui contadas. Filha de um vendedor e uma datilografa, Boyle é a mais nova entre 9 irmãos. Nada de anormal, se não fosse pela idade avançada de sua mãe ao dar a luz. A gestação de Bridget Boyle aos 47 anos fez com que na hora do parto a pequena Susan tivesse um breve problema de oxigenação cerebral. Para os médicos, sinônimo de uma pessoa com dificuldade de aprendizagem.

Como o patinho, ela não achava seu lugar. Por isso, ao sair do colégio, Susan empregou-se de cozinheira. Nas hora vagas assistia apresentações de canto. Com uma dificuldade de aceitação criou barreiras de se encontrar profissionalmente. Somente em 2008, após irrelevantes participações no mundo da música que surgiu a grande oportunidade de aparição.

E assim cresceu e apareceu. Foi descoberta como a dona de uma voz ímpar capaz de entoar diversas canções clássicas como Memory do musical Cats. Como no conto, um final feliz: mesmo com a segunda colocação no concurso, assinou contratos milionários de divulgação do seu talento pelo Reino Unido e os Estados Unidos.

 

 

*Escrito para Revista Bravo – Concurso de Jornalismo Literário

19/06/2009

Novos Convertidos

Bueno, na empolgação de textos publicados vou publicar um que fiz pra um concurso de reportagem. Não deu em nada, mas o texto vale a pena.

Mais do que convencidos, convertidos

 

Para eles, saber da existência de Deus não foi o suficiente. Conheça os jovens da considerada como “geração dos excessos” que foram buscar limites nas igrejas evangélicas.

 

“Entendo de balada. Já beijei e dancei muito. Mas no fim da noite um vazio tomava conta de mim: era a falta dele”. Quem ouve a estudante de Farmácia, Thaís de Oliveira, deduz que ela sente saudades algum relacionamento acabado. No entanto, o vazio que ela descreve se dá pelo tempo em que ficou afastada da igreja a qual pertence. Evangélica de berço, com a vinda da juventude Thaís decidiu afastar-se da igreja.

Para isso abriu mão da doutrina dos popularmente chamados crentes. Mesmo com imposições sobre álcool, festas e sexo, há um crescimento no número de jovens trilhando o caminho inverso ao de Thaís. Essa geração é conhecida como “novos convertidos”.

É o caso da jornalista Fernanda Santiago Valente. Ela conta que passou a frequentar a igreja por convite de amigos em um momento complicado da vida: “Meu irmão havia sido desenganado pelos médicos e eu, em função disso estava em depressão”. A jornalista diz que foi bem recebida e acolhida com carinho. Isso trouxe uma sensação boa. “Aprendi a orar e Deus fez milagres tremendos por isso não o largo mais de jeito nenhum”, revela.

O que hoje é um final feliz, nem sempre foi assim. Ser evangélico significa mudança de hábitos da sociedade atual. Com Fernanda não foi diferente. “Seguir a Jesus implicava em abrir mão de certas coisas. Eu era baladeira, bebia e falava muito palavrão”, confessa. 

Tal etapa é considerada a mais difícil. Muitos jovens param por aí. Para Thaís isso acontece porque eles estão apenas convencidos da existência de Deus. “É preciso conversão”, completa.

A mudança de costumes que para muitos é empecilho, para Débora Caberlon Silveira, de 20 anos, serviu como força. “Não foi difícil perceber que os hábitos que eu tinham eram maus, e ninguém quer pra si algo destrutivo” é o que ela responde ao ser indagada sobre seus hábitos perante a nova decisão religiosa. Convertida há pouco mais de 2 anos, Débora casou-se, coisa que para os jovens parece algo geralmente distante de acontecer. Nada que foi feito gera arrependimento, pelo contrário, sua sensação é paz de espírito. “Quando se tem Jesus ao nosso lado, conseguimos força para encarar qualquer situação, nada é difícil na companhia dele”, completa.

De acordo com pesquisa do instituto CNT/Sensus encomendada pela revista Veja, embora ainda maioria, a igreja católica está perdendo anualmente cerca de um milhão de fiéis. E para onde estão indo? Em grande parte para as igrejas protestantes. Os evangélicos passaram de 2,6% em 1940 a 20% na atualidade. Dentre a juventude, o crescimento representa cerca de 17% anuais.

Mesmo com conceitos claros de que não se pode beber, fumar ou fazer sexo fora do casamento a rigidez da doutrina se flexibilizou com o tempo. Isso fez com que os jovens passassem a sentir maior intimidade com as igrejas, migrando em grande número para as mesmas. O título de “crente” não incomoda mais. Pelo contrário, a juventude está se mostrando orgulhosa de adotar um princípio aparentemente contrário ao gosto da maioria. Muitos jovens, angustiados com a vida desregrada buscam limites sólidos nas escrituras sagradas. Promessa de redenção oferecida por determinadas igrejas também é um grande atrativo.

 “O mundo tem um lema: ser feliz a qualquer preço custe o que custar, sem limites, sem regras. O ônus disso é um vazio interior que muitos tentam preencher com drogas, sexo sem limites e de todas as formas, rebeldia, bebida, violência”, é o que afirma o Pastor da Igreja Batista de Santos, Cláudio Padilha, que se converteu aos 33 anos de idade.

Para atingir êxito nesse processo de conversão, as igrejas evangélicas acabaram abrindo mão de certas rigorosidades que a caracterizavam. Saias longas, unhas por fazer, cabelos sem corte. Torna-se cada vez mais raro encontrar figurinos como estes dentro dos cultos. Em meio a um interesse por Jesus Cristo está se deixando de lado a religião a qual se pertence. “É importante saber que religião não salva e que Jesus não é religião. Ele é um amigo disposto a nos amar incondicionalmente, isso é o que vem despertando o povo”, salienta Cláudio Padilha.

Sobre impedimentos, Débora é clara: “Não fui proibida de nada, porque tenho livre arbítrio. Mas, com o tempo, o encontro com Deus fez com que eu mudasse meus hábitos”. Fernanda completa: “Você pode ir a qualquer lugar, mas o segredo é influenciar o local e não ser influenciado por ele”.

Embora, mesmo flexível, os evangélicos ainda sejam considerados rígidos meio a um mundo sem limites, os novos convertidos entrevistados são unânimes em relação ao sentimento sobre o passado. Se pudessem, teriam vivido na doutrina evangélica desde o berço. Isso se dá “devido à nova perspectiva de vida, novos valores, discernimento espiritual, sabedoria, motivação, objetivos e metas de vida e, principalmente a Salvação” é o que concluem.