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Arquivo da Categoria: opinando no mundo alheio

The new BBB

Juro que as vezes sinto medo da forma com a qual insistimos em nos expormos na internet. Tudo começou de forma lenta. Íamos para chats conhecer pessoas. Mas ali, era possivel inventar um outro ser que não nós. Então teoricamente não estávamos em evidência.

Logo após isso vieram os blogs. Mas não eram assim como conhecemos hoje. Os blogs de antigamente eram legítimos diários. Eu mesmo tive um. Cansei de ver gente que postava inclusive o número do celular novo. A evolução trouxe a era fotologs. Não era dizer o que se fazia mas sim registrar isso através de imagens.

Estava apenas começando. Nesse rítmo veio o orkut. Disfarçado na pergunta “Who do you know?” (quem você conhece) esse site traça um perfil da pessoa. Através de palavras, imagens, vídeos (sim, é a inovação total) e comunidades (que na maioria das vezes são descritivas também).

Como se não bastasse tudo isso, agora vem o twitter querendo saber “What are you doing?”. Não é crítica. Eu mesma tenho orkut, twitter, msn, flickr, blog e todas essas coisas. É reflexão mesmo. Lutamos por tanto tempo por liberdade e agora nos expomos a ponto de sermos presos novamente. Vivemos em busca de privacidade para depois jogar tudo na rede para quem quiser ver.

Quando olho os índices de audiência do BBB vejo que na verdade não gostamos da privacidade. Gostamos da exposição. Querer ser reservado é disfarce da maioria. Grande parte quer mesmo é chamar àtenção.

Mesmo que seja de nosso consenso expor nossa vida, ainda assim fico apreensiva. Será que n´so que tanto tememos a prisão acabaremos tornando o  ”Big Brother” de Orwell real?

Daqui a pouco saberam onde tu moras… Opa! Esqueci do Google Earth. Então, é, amm, falta eles saberem mais o que mesmo?

Pra esquecer…

Não adianta. Não me conforta o fato de ter visto o Grêmio perdendo pro Cruzeiro. Brinco e tudo mais mas torço para o SPORT CLUB INTERNACIONAL e ponto. Tudo que não é a vitória de tal não faz parte do meu lado futibolístico.

Claro, que isso inclui aquele alívio quando pelo menos o rival perde. Agora, daí a torcer pra outro time. NÃO, desculpem os vários colorados que vestiram MUITAS camisas ao longo do campeonato brasileiro. A ÚNICA CAMISA QUE EU VISTO É A ALVI-RUBRA. Não é pq eles tomaram uma goleada que eu vou esquecer de nós.

A rodada do campeonato brasileiro foi de esquecer. Perder em casa pra um time rebaixado. Aliás, é o que o time com o atual melhor plantel vem fazendo de fama: MOLA EM FUNDO DE POÇO.

Quer respirar na tabela? Joga conosco.

Aliás nisso eu vou me obrigar a concordar com meu gremista preferido (que costuma me atender por namorado):


Prefiro perde fora de casa pra um time bem colocado. Que empate com um quase reibaxado no meu estádio.

Futebol é essa caixa de surpresa…Na maioria das vezes não dá pra entender. Em outras tantas dá raiva. Mas a paixão de um torcedor de verdade não acaba nunca.

INTER PRA SEMPRE VOU TE AMAR!

Descaso

Quando estava refletindo para escrever um novo post para o blog cheguei à conclusão de que embora lute contra isso, em alguns pontos, sou uma hipócrita.

Era um dia qualquer do ano passado. Recém havíamos passado por aquela febre de jogos pan-americanos do Rio de Janeiro. E eu, como uma boa filha esperava na lotérica para pagar contas para minha mãe.

Foi lá que eu encontrei um cartaz parabenizando os para-atletas. Por algum tempo, enquanto a fila andava, aquilo me chamou atenção. Eram cegos, deficientes de membros inferiores e superiores, paraplégicos. Todos sorrindo de uma forma linda com suas medalhas.

Fiquei indignada com a situação. Afinal de contas, as atenções todas se voltaram ao Rio de Janeiro durante um período. Depois disso, todo mundo retomou sua vida e se esqueceu de que os JOGOS NÃO HAVIAM ACABADO.

Os verdadeiros heróis ainda não tinham dado o ar da graça. É verdade que o esporte como um todo, pelo menos aqui no Brasil, deixa a desejar no quesito apoio. Aliás, patrocínio aqui é para minoria.

Porém, os obstáculos de atletas sem estrutura se tornam pequenos perante meus olhos ao me deparar com histórias dos para-atletas. O problema está somente em tomar conhecimento de tais relatos visto que a mídia pouco se importa em relatar na íntegra o que se passa em períodos de jogos destinado a deficientes.

Hoje em dia a relevância da vida se dá através da importância dada pela imprensa. E eu, como futura, comunicadora me envergonho dos atuais quesitos de relevância utilizados.

Minha indignação em relação aos campeões dos jogos para-pan-americanos foi se amenizando com o passar do tempo. E, hipocritamente só retomei tal sentimento hoje, após ler uma manchete qualquer sobre o fim dos jogos para-olímpicos.

Brasil bate recorde e encerra particpação em 9° lugar.

Ainda que de forma tardia, queria demonstrar uma atitude de extremo orgulho aos heróis brasileiros: Aqueles que mesmo com apoio pequeno e reconhecimento menor ainda fazem bonito pelo nosso país. E por isso, mesmo me sentindo uma hipócrita, escrevo.

em off

essa semana estou super envolvida na cobertura da Expointer
Quem quiser prestigiar meu trabalho na área jornalística pode acessar: http://portal3.com.br/wpexpo/

volto ao fim dessa função

A poesia, a música e a arte.

Na última quinta-feira, O Teatro Mágico fez sua primeira apresentação em Porto Alegre. Eu posso dizer que saberia desde o início que seria bom, porém jamais imaginaria que fosse tanto.

A banda consegue misturar as três coisas mais lindas que existem: A poesia, a música e a arte.

Poesia:
Fernando Anitelli é na minha opinião um dos maiores poetas que existem nos tempos atuais. Pois pra mim, ser poeta é brincar com as palavras.
Ele brinca tanto a ponto de reinventá-las em trocadilhos fantásticos. Em uma época onde a música anda tão vazia… As letras da banda surgem para cobrir tal lacuna.
“O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente”
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d’aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto… depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você”
(O Anjo Mais Velho)
Música:

Após uma letra poética e profunda, que nos faz refletir e sonhar, O Teatro Mágico nos presenteia com mais: uma boa música. A banda é composta por bons músicos e faz parte de um estilo tido como recente: a new MPB. É preciso música, é preciso melodia. E eles nos proporcionam isso.
“Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
(…)
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
(…)”
(Sonho de Uma Flauta)
Arte
Estamos carentes de uma boa arte. E eles, para completar o espetáculo fantástico, além de uma linda música, nos apresentam isso: a arte do circo. O segundo ato é todo elaborado em cima de um figurino lindo. Além disso conta com malabarismos profissionais que acontecem em simultâneidade com o show.
Me resolvi por subir na pedra mais alta
Pra te enxergar sorrindo da pedra mais alta
(A Pedra mais alta)
Por fim, fica aí a minha recomendação, e deixo a vocês a que, na minha opinião, é mais que uma rima, é lição:
Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
e… AMANHEÇA BRILHANDO MAIS FORTE
(Camarada D’água)

Embriagada demais pra falar de futebol

Hoje não falarei de futebol. Sim, perdemos em casa pra um time que está com os pés na série B. E embora haja muito que comentar, não irei fazê-lo.

Ontem, minha noite de derrota foi salva por um documentário a respeito de Vinícius de Moraes. Vidrei. Estava completamente embriagada: de poesia. Se eu fosse citar tudo aquilo que me comove, faltaria não só espaço como também palavras. Não há inspiração que faça com que eu me sinta digna de comentar sobre ele. Pra mim é mestre.

“Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão”

Sem dúvida o que mais me encanta na trajetória de vida desse diplomata que mesmo prezando a métrica escreveu para um povo, é o seu desprendimento. Quando li sua biografia já havia percebido tal ponto.

Ele buscou incansavelmente a paixão. Mesmo que isso significasse o jogar tudo para o alto. Quantas vezes não temos vontade de fazer isso? Jogar tudo pro alto, buscar a paixão pela vida. Sem paixão não somos nada.

É preciso intensidade. Vocês não acham? Sou uma romântica incurável que vive no limite. Acho que dói mais. Mas não me arrependo. Acho que dá mais um ar de vida.

“A gente não faz amigos, reconhece-os.”

No documentário, a parte que mais me emocionou foi a que tratou de laços. Mais precisamente de amizade. Cheguei à conclusão que o sentimento de amizade me envolve mais do que o de amor (laço homem mulher).

Estava eu, assistindo a um documentário fantástico e, ao olhar pro lado me deparo com duas pessoas as quais estimo muito. Aquela situação encheu meu coração de um sentimento lindo, uma paz. Meus amigos são os donos do meu coração. E como são poucos há bastante espaço para cada um deles. E lá que eu encontro minha atual fonte de paixão.

E por fim, hoje comentávamos na volta pra casa. Que poucas são as coisas que te dão prazer sem que de agora forma te façam mal, ou te ofereçam risco. Se Vinícius fosse mais comedido, talvez não tivesse sido tão feliz (isso foi colocado/suposto no filme).

São essas coisas que temperam a vida, e que de forma clichê me fazem terminar esse meu último post de julho: É esse tempero que nos faz viver, ao invés de somente existir.

Estilo Jiló

Andei desanimada com esse blog, pensando em desativá-lo por estar insatisfeita com o conteúdo publicado. Até que recebi o seguinte conselho: “escreve, escreve, escreve, sem te preocupar com o que vão pensar”.

Levando em consideração a relevância de tal frase para uma aspirante à jornalista, decidi seguir o que me foi dito. Então, eu ando muito boazinha nos últimos dias por aqui.

Hoje vou falar sobre algo novo: Livro. Com a chegada das férias (ainda que só da faculdade) tenho um turno livre. Decidi ocupá-lo com algo um pouco mais útil que Orkut e derivados. Então fui até a biblioteca da UNISINOS e retirei alguns exemplares.

Entre eles, um livro de um autor o que eu nunca tinha lido. Mas, até aquilo que não te chama atenção deve ser folheado afinal, como posso dizer que não gosto de algo antes de experimentar?

E o escolhido da vez foi: Lula é minha anta – Diogo Mainardi.

Em Lula é Minha Anta, Mainardi reúne uma coletânea de crônicas sobre o escândalo do mensalão publicadas pelo autor na revista Veja, da qual é colunista. Mas não se trata de uma reunião pura e simples dos primorosos textos de Mainardi sobre os escândalos de Brasília. No livro, as crônicas são alinhavadas com comentários inéditos sobre os artigos que contam os bastidores do trabalho do colunista.
(Fonte: Submarino)

Não vou colocar meu ponto de vista político. Todos o conhecem já e afirmo que não foi ele o motivo pelo qual não passei da página 5. Por casualidade eu fechei o livro e dei uma olhadinha na contracapa:

Diogo Mainardi é colunista da VEJA desde 1999.

Puts, isso foi demais para minha paciência. A VEJA não é cotada nem para leitura de banheiro. Logo, um colunista “das antigas” dela também não merece. Fechei o livro convencida de que esse era o tipo de coisa estilo jiló, onde não preciso provar para dizer que não gosta.

Como nossos pais

Ontem fui “de penetra” a um encontro de 30 anos de formatura de ensino médio de uma turma. Não pude deixar de pensar como será que eu vou estar com os meus colegas depois de todo esse tempo. Mas o que mais me chamou atenção foi o que foi dito por um deles sobre a chuva de informações que recebemos hoje em dia.

Muita notícia, muita notinha no jornal, muito link na internet. Lemos sobre tudo e sabemos sobre o que? Muito sábio aquele que lembrou que nem sempre tínhamos tanto acesso. E que isso nos fazia buscar mais.

De tão rodeados de excesso acabamos carentes. De um abraço, de um toque sincero. Ou de uma simples conversa sem se preocupar em ser bem informado ou não. Jogar as palavras no vento, ter devaneios e crises (de riso e choro). Ser alguém que não tem medo de errar.

E sem esse medo, eles há 30 anos com certeza acertavam mais que nós. E a prova está diante dos nossos olhos. Em cada página virada que é reflexo do passado.

Talvez por isso ainda temos determinados gostos e filosofias tão baseados naquilo que os nossos pais viveram por nós.

“Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos…
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que ‘eu tô por fora, ou então que eu tô inventando’
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo que fizemos”

Avante colorado

GreNal sempre será GreNal. E exatamente por causa disso sempre emocionará. Não é segredo pra ninguém que o meu time de coração está em crise. Mas ainda assim tudo muda quando se fala em clássico no futebol.

Como uma boa torcedora, gosto de ir para a rua. Gosto de gritar (e grito mesmo), canto, faço ola. Porém sou contra falta de nível (em futebol falar palavrão não é ausência de requinte).

A rua onde eu assisto aos jogos possui dois bares. Um de frente para o outro. Do lado esquerdo um dono gremista, do direito, um colorado. A quadra é fechada. Ficamos como no encontro de Rio Negro e Solimões no Amazonas. Metade azul, metade vermelha.

Os gremistas que me desculpem, pois eu tenho consciência de que há colorados “barraqueiros” bem como tricolores sensatos. No entanto é indiscutível a falta de nível que se instalou na rua na hora do pênalti. Muita coisa faz parte. Quebrar garrafas, atirar mesas e soltar sinalizador em um bar que fica em uma rua movimentada onde pessoas transitam não é postura de gente.

Fomos os melhores em campo desde o início. Marcamos o nosso cedo e eu que estava na rua vi muita festa e muita cantoria. O mais engraçado é que nós somos os macacos e ele que quebram tudo com um empate aos quase 40 do segundo tempo.

Educação e principalmente respeito precisam fazer parte do clássico. Quem acompanhou o jogo percebeu que o momento de reação tricolor foi atrapalhado pela fumaça produzida por quem? Pelos próprios gremistas. E o mais irônico: eles nem precisavam disso.

“Renan botou o pé sem querer”, disse Rodrigo Mendes, depois do jogo, em entrevista às emissoras de rádio.

Errou sim (deveria ter dado uma joelhada)!

Mas, se a regra é clara que assim seja em ambos os lados. Quem viu o jogo sabe que pênalti por pênalti, Nilmar também sofreu o seu. A maldade estava solta, esse é o clima de GreNal e isso não muda.

Por fim digo que fiquei satisfeita com o resultado. O jogo foi anunciado como “O Grêmio em busca da liderança e o Inter querendo fugir da Zona de rebaixamento”.

E mesmo fora de casa mostramos superioridade em campo. Entramos descrentes de uma grande partida pelo lado vermelho. Não fomos os favoritos até que a bola rolasse. O próprio gol de empate não foi mérito gremista.

Avante colorado! Que a raça que hoje desabrochou siga contigo rumo à um futuro melhor.
“Jogamos muito melhor e criamos muito mais oportunidades de gol. A arbitragem
foi decisiva no placar, pois todos os goleiros fazem este movimento e nunca
é marcado pênalti. Mas o time está de parabéns. Esta partida mostrou um
Inter bastante organizado e ainda irá melhorar mais”¹

concluiu o assessor de futebol, Fernando Carvalho.

Miss Gandhi

Ontem, eu tomava um café antes do horário de aula, quando na mesa surgiu a pauta “Miss RS”.
Não é novidade para ninguém que o evento ocorreu no último sábado na serra gaúcha e que teve a candidata de Xangri-lá como vencedora. Obviamente as gurias eram lindas a ponto de me dar nojo de ter nascido. E mais óbvio ainda: a candidata pela qual eu torci (vagamente pois não me detive no evento todo) não ganhou.

Mas, vamos a fatos um pouco além dessas manchetes. Quem já lê meu blog a um determinado tempo sabe que eu sou contra dizer que miss “é tudo fútil”, acredito que exista beleza e inteligencia caminhando juntas. Fiquei deveras satisfeita quando vi que o prêmio não era
um carro ou tão pouco uma viagem. A vencedora ganhou uma bolsa integral de estudos na ULBRA.

O que me irritou foi ver que além de não ser a mais bonita, não foi a melhor resposta que ganhou. Prezo muito o fato de usar tais concursos para provar que não há somente futilidade. Porém mais uma vez fui vencida pelos fatos. O discurso sobre Gandhi foi terrível. Só faltou ela dizer que Bob Marley ia promover um show beneficiente em prol da Africa.

Enfim, se os fios morenos não salvaram, se a beleza não andou junto com a inteligencia mais uma vez só me resta “rezar” para que a universidade salve essa criatura (embora eu conheça a realidade da universidade) e pensar que pelo menos ela não ganhou um carro nem uma viagem pra fazer nosso estado passar vergonha com discursos vagos.

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