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Arquivo da Categoria: filosofia interna

Justiça de Deus?

Existe algo que conforta, mas deveria estar intrigando o povo de Deus: a ira e o rancor travestidos de “Justiça do Senhor”.

Muitos irmãos escondem frustrações colocando sobre Deus algo que não é dEle. “Ah, porque o fulano vai ver o que acontece com quem mexe com um servo do Senhor”. “Ah! A justiça do Senhor pesará sobre ele. Porque ele fez determinada coisa para mim”.

Deus mesmo disse que dEle é a justiça. Mas, se é assim, para que trazermos para nossa vida algo que não é nosso? Ao fazer isso, abrimos mão da justiça do Senhor, visto que estamos praguejando. E praguejar não é santo!

Jesus foi enfático ao dizer: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Alguém aqui acredita que Ele morreu por só meia dúzia? Eu não, porque o Senhor que sirvo seria incapaz de uma obra incompleta.

O que isso significa? Que Ele morreu por todo mundo! E não te ama mais do que a ninguém. O sangue de Cristo não foi mais derramado por você do que por quem te ofendeu ou machucou, ou seja, lá o que. O “praguejamento gospel” só servirá de brecha para uma desobediência contra a ordem suprema de Cristo. Isso sim é um bom motivo para despertar a justiça do Senhor.

Portanto, se você acha que alguém “deve pagar” por ter feito algo a você só há lhe resta uma palavra: misericórdia.  “Aquilo que o homem planta também ceifará”. Se o que você está plantando é o mesmo que te jogaram … a conclusão é simples e nem precisa mais ser dita.

“que fala demais por não ter nada a dizer”

e se eu por um acaso tiver muito a dizer e não consguir.

Vocês me perdoariam?

Trinta minutos

Ontem foi um dia atípico. Estava aqui escutando meu bom e velho rock and roll enquanto acompanhava as notícias do mundo ambiental para incluir na clipagem. Até aí tudo certo. Bati meu cartão ponto, conferi o horário assinalado pela máquina. E então começou a anormalidade. Meu cartão marcava 17h30. Meia hora antes do normal. A imprensa toda se liberou mais cedo.

Peguei o ônibus lotado. Cansei do cobrador gritando: “Pessoal, só mais um passinho pra eu fechar a porta.” Sério, o desrespeito pelo trabalhador da parte do transporte público de Porto Alegre é um abuso. Diminuir linhas em época escolar, linhas que as pessoas que TRABALHAM e não conhecem férias.

Mas nem me abalei. Ainda teria que lutar corporalmente para conseguir ir sentada durante os 50 minutos do trajeto que o trem faz para me deixar perto de casa. Que susto ao chegar de volta em São Leopoldo: as lojas ainda estavam abertas e o sol super brilhante. Decidi tomar um sorvete.

Cheguei em casa pela primeira vez depois de muito tempo cedo. Podendo assim tomar um banho e jantar decentemente antes de ir para a igreja (geralmente chego quase em cima da hora). É incrível como 30 minutos fazem a diferença. Nem que seja pra fazer exatamente as mesmas coisas e acabar dormindo até mais tarde.

Ps.: Sair em plena quinta-feira pra dançar um samba-rock é MARA!

Ps.: Fico braba comigo as vezes pq idealizo um tema na minha cabeça, acabo fazendo outras coisas e deixo de escrever. Não que eu seja escritora, cronista ou poetisa. Longe disso, mas dói ver palavras se perdendo pelo ar.

 

Ps.: Time misto é não é pra quem quer, é pra quem POOODE

Brindemos

“Brindo à casa,

brindo à  vida

meus amores,

minha família”

Na sexta-feira saí para beber com os amigos. E na hora do brinde sugeri que fosse pela vida. E então uma amigo meu falou que era preciso conhecer o real sentido da vida antes de brindar, porque muitas pessoas brindam a ela e o fazem só por fazer.

Pensei naquilo, e no meu brinde.

Minha base é um Deus verdadeiro que me guia e me guarda sempre e que pra mim reserva tudo que eu quero, tudo o que é melhor pra mim, tudo em seu tempo, em seu lugar.

Tenho uma família maravilhosa. Pequena, mas baseada em muito amor, companheirismo e respeito. Pai e mão pra mim sãos os melhores amigos, as melhores companhias.

Falando em amigos e em companhias. Eu sou cercada de pessoas maravilhosas. Muitos companheiros. Poucos amigos. Todos porém desempanhando bem o seu papel. Eu sei com quem me meto. E por isso não me iludo. E agradeço todos os dias por ter comigo uma mão cheinha de anjos.

Fora isso, faço faculdade particular o que não é fácil na atual situação do país, tenho um estágio na área, faço o curso que quero pelo qual sou apaixonada. E por essas e outras que eu penso que tenho muita sorte.

Proponho então um brinde à vida!

Em xeque [final]


Perdeu a primeira parte? Então clica aqui antes de prosseguir

Marcos sempre tão quieto, sempre tão analítico. E Janaína sempre tão dinâmica e espontânea. Os fatos não mudaram Marcos. Mas mudaram Janaína, fazendo com que ela criasse um véu. E gelasse.

O silêncio precisava ser quebrado embora ela rezasse para todos os santos que isso não acontecesse.

-Tá tudo bem contigo – perguntou Marcos, escondendo sua ansiedade atrás de uma jogada calma com a torre.

A calma. Ah, a calma! Virtude que Marcos esbanjava e Janaína tinha déficit. A hora da verdade havia chego e de nada adiantou tentar evitar. Era difícil explicar aquilo que nem mesmo a ela fazia sentido.

-Ótimo – disse ela de forma ambígua, visto que, havia comido o cavalo – Por que não estaria? – retrucou com seu sistema autodefensivo ligado.

Janaína era falante ao natural. Ironicamente, Marcos sabia o quão difícil seria fazer com que ela falasse dessa vez. Ele conhecia Janaína. Talvez tanto quanto ela própria. Desconhecia, porém, o mais importante: o pavor que ela estava de ter que desenterrar um passado que decidiu esquecer sem razão aparente ou lógica.

-Porque não é isso que dizem os teus olhos.

O olhar. Ah, o olhar! Desde antes de criarem intimidade, Marcos já se rendia àquele olhar. Doce sem ser tolo. Amável sem ser ingênuo. Talvez, do saudosismo cabível naquilo que se viveu somente em pensamento, o elemento que mais fazia falta era o olhar. Como poderia ter mudado tanto?

De repente, entre um peão e uma oportunidade perdida de comer o bispo, uma crise catártica tomou conta de Janaína. E ela desabou.

-Não. Não ta tudo bem.
-Mas..
-Eu acabei de dizer que tava tudo bem, mas não ta.
Marcos colocou Janaína em xeque.
-Desenvolva.
-Não sei explicar. Era pra estar tudo certo no lugar. Era pra estar feliz. E me sinto vazia. Acho que mudei o meu estilo de vida.
-Não é isso que você deve questionar em si agora.
-E o que é então – Janaína perguntou enquanto escondia sua rainha.
-A questão, minha cara – Parou, pensou no jogo, movimentou lentamente uma peça – Não é ter mudado o estilo, mas sim o por que de tal ato.

Janaína não estava só em xeque. Era também choque. Não sabia o que dizer. Não tinha o que dizer, embora houvesse muito a ser dito.

-Foi tudo tão de repente. Não tenho nem como te explicar. De uma hora pra outra, veio outro alguém.

A verdade é que Janaína precisava sentir-se segura. Sua carente alma ainda adolescente aspirava por insanidade. Foi algo acontecido de momento e o momento se prolongou.

-O que mais me intriga não é nem a rapidez do fato. Mas o por que tu não me contou.

Ela precisava pensar. Na verdade, o que ela precisava mesmo era respirar. Mas não podia. Estava em meio a uma partida de xadrez.

-As coisas giraram. Na verdade seguem girando – complementou em um tom mais baixo de voz.

Sentimentalmente Janaína estava feliz. Estava segura. Não queria mudar isso. Em contraponto não sabia o que fazer. Precisava defender a sua rainha. Precisava se defender. Mexeu sua torre e continuou falando.

-Eu tenho tudo que eu preciso para ser feliz. E de certa forma me sinto estranha. Parece que me falta…
-Voar – completou Marcos enquanto encurralava o Bispo com seu cavalo.

Janaína levantou as sobrancelhas. Voar? Ele estava louco? Marcos, a pessoa mais centrada que ela conhecia falando em voar? Pensando em tirar os pés do chão? Não fazia o menor sentindo.

-Minha cara, é mais simples que um jogo de xadrez. De que adianta tu querer viver, se ultimamente estás grudada no chão.

Tinha lógica. Era a prisão que fazia com que Jana se sentisse daquela forma. Um filme de sua vida passou e ela pela primeira vez, ficou mais do que sem resposta: Perdeu também a ação.

-E será que não há como mudar isso agora? – Marcos disse, esperando a ação da adversária.
-Não sei – tremeu e errou a jogava. A rainha estava entregue.
-Quanto mais tarde não é pior?

Xeque-Mate. Não havia mais o que discutir.

Janaína pensou durante muito tempo sobre as palavras de Marcos. Decidiu que sua estava bem daquele jeito e que não queria mudar. Descobriu que amava o amor e sendo assim não podia se permitir amar. Não podia deixar levar-se pela inconseqüência. Tinha cansado de voar e por isso fixou-se em seu porto seguro. Talvez ele tivesse razão. Porém sua escolha foi tomada e sendo assim, ela nunca saberá.

Desabafo

*A imagem utilizada no post é uma dica pro final de semana..

As demonstrações de afeto estão cada vez mais sintéticas. Passamos grande parte do tempo trocando olhares por webcams, palavras por telefone e posteriormente por chat. É mais fácil deixar um depoimento no Orkut do que fazer uma declaração pessoal. E eu me dei conta de mais uma coisa: a certeza de que sempre terei meus pais ao meu lado servia de motivo para eles serem os primeiros colocados em segundo plano.

Estou falando por mim, mas creio que muita gente é assim. Muitas vezes é mais legal ficar fazendo absolutamente nada no computador, virtualmente, do que dedicar o tempo livre na convivência familiar. Muitas vezes nos empolgamos mais com a possibilidade de ficar sozinho em casa do que com um passeio em família.

E mais: perante uma programação, uma festa, um cinema, uma volta que seja. A tendência é a de abrir mão de qual delas pelo “agito”? Dos pais! Não sei se é a fase, mas sei que essa atitude que é minha andava incomodando.

Por isso ontem decidi lavar minha alma. Larguei tudo. Dane-se que havia horário, dane-se que tinha prova, dane-se que mil pessoas estavam conectadas e que haviam scraps para responder. DANE-SE O MUNDO. Eu estava carente do ambiente familiar e decidi me dedicar às pessoas mais importantes da minha vida.

As únicas que eu sei que se doaram a mim incondicionalmente, as únicas com as quais eu sei que poderei contar eternamente. As únicas que eu sei que me amarão infinitamente. Meus pais. Meu refúgio. É injusto da minha parte ser relapsa com aqueles que sempre estão mesmo que indiretamente comigo.

E é por isso que decidi me dedicar mais a eles. Amá-los mais de forma real, sem rodeios. Afinal de contas de que adianta uma legenda abaixo de uma foto: “Minha família, minha vida” sem o abraço diário de afeto?

“Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível
preverquando eles terão ido embora, de vez.(..)

Eles são a melhor ponte com o seu passado e,

possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.”



(sem título)

Estou pensativa desde ontem.
Não sei o que falar.
Talvez seria útil esboçar um desenho.
Não tenho uma novidade da minha vida,
não vi o noticiário hoje (jesus me chicoteie) e as de ontem já perderam o valor.
A inspiração para contos não sei onde guardei.
Só o que me vem a mente agora é o clichê musical do mês:

Wake me up when september ends.

Talvez seja isso que eu esteja precisando.
Sono profundo. Orientação.
Me sinto muito afim de dormir por um bom tempo.
Sumir por algum tempo também me serviria.
Só não o faço pois sei que infelizmente as coisas não se orientam sozinhas.
É preciso tópicos, rótulos…

Tudo na vida é rotulado. Ou titulado. E eu, não consigo nem saber qual nome dar para isso que se ensaia para ser um post…

Je ne peux pas oublier l’IT

Um copo de vidro cheio de gelo e wisky importado em um bar de luxo. Era isso que escolheu para sua vida. Tinha carro, apartamento, se vestia bem. Aos trinta era o maior advogado do Estado.

As mulheres o consideravam um “tipão”. Podia sair com as mais variadas. Os mais belos protótipos estavam “na sua”: Era a ruiva dos olhos mel, a morena do olho verde, a loira dos olhos azuis.

No entanto, jantar sozinho, ainda que em bom restaurante, lhe fazia sentir um vazio. Olhava para o celular – que besteira – pensava, não havia ninguém para ligar perguntando se demoraria a chegar em casa.

Foi então que, entre uma garfada e outra de salmon ao molho de alcaparras gratinadas, lembrou-se dela. Seu pensamento o remeteu para um passado distante onde era apenas um adolescente.

Um jovem que havia ingressado a pouco no curso de direito. Estava sentado de frente para a orla da cidade. Via o sol se pôr e filosofava sobre a beleza do simples enquanto fechava seu palheiro de alecrim.

E era nesse momento que seus olhos eram vendados por mãos doces. Sabia quem era só pelo aroma que aquela pela macia exalava.

“Cris”

“Seu bobo. Assim não vale. Tu sempre acerta.”

“E por isso mereço um premio não?”

Ela sorria. E lhe encarava com uma firmeza que ia de encontro à doçura que possuía. Depois disso, seus lábios eram quase como um imã.

Ele gostava de segurá-la pela cintura. Ver como era pequena, como parecia frágil. E como mais uma vez seu intelecto ia de encontro a aparência. Ali ficavam até anoitecer. Ele, ela e as luzes da cidade.

Planos? Os mais diversos. Brincavam que os filhos se orgulhariam em ter uma mãe professora de francês e um pai advogado…

Até que ele decidiu que ela era sonhadora demais e foi embora. Largou as palavras que eram garantia de um futuro bom pela ambição de uma vida cômoda.

E ali estava: importante, reconhecido, sozinho.

Doeu em seu peito. Queria absurdamente enrolar os cachos dela novamente. Se pudesse voltar atrás, imploraria de joelhos o perdão por sua burrice. Juraria voltar para buscá-la.

Sentia uma necessidade absurda de ouvir, ainda que pela última vez.

“J’taime”

Ao rumar ao carro, alguém sentado próximo a porta lhe fez parar. O mesmo perfume o qual acabara de lembrar. Olhou para trás e viu as costas de uma pequena mulher. Sentiu um arrepio. Quis voltar. Não o fez: Ele escolheu trocar seu destino na metade do caminho. Era tarde para querer reparar sua vida avessa.

Decidiu apenas escrever um bilhete e pedir para o garçom entregar juntamente com uma folha de alecrim:

“Je ne peux pas oublier l’IT”

E partiu.

Se arrependimento matasse, viveria pra fazer diferente

Quem nunca se deparou com algum questionamento que remetesse ao assunto arrependimento? Estava pensando nisso hoje. É claro que por muitas vezes deveria ter agido diferente, porém tem aquilo “durma arrependido, mas não na vontade”.

Se existe alguma coisa que me dói ao tratar de tal assunto, é o tempo em que fui medíocre. Ou melhor, esse não é um bom adjetivo. Pseudo-intelectual se encaixa melhor. Quem sabe até metida a besta sem moral alguma.

Já me peguei mais de uma vez pensando. “Bá, eu poderia ter escutado musicas melhores na minha época de adolescente”, ou então “nossa, o que eu estava fazendo que não li determinados clássicos”. Eu acatava o que o meio que eu vivia me dizia. As posições gerais. E argumentava minha posição baseada em discursos prontos e já utilizados.

Minha adolescência foi inerte e alienada ao modismo. Eu achava que tinha lido demais, porém obras primas da literatura não passaram por mim. Pensava que música era algo momentâneo para te descrever e usava de bandas da época para isso. Esquecia que música é mais que som: é arte.

Hoje corro atrás do prejuízo cultural que cavei na minha vida. Procuro ler não só os clássicos, mas também os novos. Tento ver dois lados para saber (e poder) criticar. Busco informação e estou aprendendo a selecionar as que me servem ou não. Aprendi que pra falar de música é preciso, entre outras coisas, saber que rock não é emo e também o que significou a tropicália.

Me arrependo da época em que pensei que história era uma disciplina escolar que contava apenas coisas interessantes. Hoje consigo ver sentido em toda contextualização dada nas aulas o que me serve de luz ao fim do túnel.

Ainda estou longe de uma perfeição (como qualquer um), mas hoje pelo menos sei que modismo não é o mais importante. Sei que ter estilo não é seguir aos outros, mas sim ter suas próprias convicções e baseado nisso construir a bagagem da tua vida.

Aprendi que caráter não está só relacionado com a forma a qual se vive, mas com a maneira que aproveitamos as coisas indiferentemente da escala de tamanho. Por fim fico feliz em concluir que é preciso renovar certos valores, sem, no entanto alterar princípios. E é isso que consola o meu arrependimento.

Esmeralda

Já são quase cinco da manhã e teus olhos não conseguem pregar-se. Estão lá mais verdes do que nunca. Assim como o teu nome: Esmeralda. Ele dorme tranqüilo ao teu lado e tu te sentes suja.

O que te angustia não é a presença dele, é a tua própria. Tu estás na cama que não te pertence. Te sentes deslocada pois mais uma vez desafiaste a razão e agora tua alma clama para que o dia chegue. Mas a noite parece não te perdoar. Não acaba.

Qual é a solução para aqueles que não conseguem dormir Esmeralda? Teu desespero não adianta mais. Mesmo que tu chores agora, o pior já foi feito e ele continuará a dormir. Te resta rezar para que Deus ilumine o dia logo, porque só ele será capaz de libertar tua consciência.

Ele nunca te fizeste promessas Esmeralda. Tu é quem vive te prometendo. O que te angustia agora, mulher de Deus, não é a decepção com a ausência de ação daquele que tu achas que ama. O que te corrói são as tuas próprias promessas que se quebram pelo chão.

Tu prometes que será a última dose, Esmeralda, tu dizes que não haverá mais cigarros, tu juras que não sente mais nada, e no fundo tu até acredita que seja assim. Sim, Esmeralda, tu acredita nas tuas promessas vazias.

Se não fosses tão dobre não sofrias tanto. É a tua fraqueza que te faz cair. Não são as promessas alheias. São as tuas. E dói, não é mesmo, Esmeralda?

E tu volta a prometer tudo de novo. Como se assim, um dos anjos descerá dos céus e arrancará todo o peso da tua alma. Como se as tuas promessas fossem o suficiente pra te fazer dormir agora.

Já não são. Pois todos acreditam em ti, menos tu mesma, Esmeralda.

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