Juro que as vezes sinto medo da forma com a qual insistimos em nos expormos na internet. Tudo começou de forma lenta. Íamos para chats conhecer pessoas. Mas ali, era possivel inventar um outro ser que não nós. Então teoricamente não estávamos em evidência.
Logo após isso vieram os blogs. Mas não eram assim como conhecemos hoje. Os blogs de antigamente eram legítimos diários. Eu mesmo tive um. Cansei de ver gente que postava inclusive o número do celular novo. A evolução trouxe a era fotologs. Não era dizer o que se fazia mas sim registrar isso através de imagens.
Estava apenas começando. Nesse rítmo veio o orkut. Disfarçado na pergunta “Who do you know?” (quem você conhece) esse site traça um perfil da pessoa. Através de palavras, imagens, vídeos (sim, é a inovação total) e comunidades (que na maioria das vezes são descritivas também).
Como se não bastasse tudo isso, agora vem o twitter querendo saber “What are you doing?”. Não é crítica. Eu mesma tenho orkut, twitter, msn, flickr, blog e todas essas coisas. É reflexão mesmo. Lutamos por tanto tempo por liberdade e agora nos expomos a ponto de sermos presos novamente. Vivemos em busca de privacidade para depois jogar tudo na rede para quem quiser ver.
Quando olho os índices de audiência do BBB vejo que na verdade não gostamos da privacidade. Gostamos da exposição. Querer ser reservado é disfarce da maioria. Grande parte quer mesmo é chamar àtenção.
Mesmo que seja de nosso consenso expor nossa vida, ainda assim fico apreensiva. Será que n´so que tanto tememos a prisão acabaremos tornando o ”Big Brother” de Orwell real?
Daqui a pouco saberam onde tu moras… Opa! Esqueci do Google Earth. Então, é, amm, falta eles saberem mais o que mesmo?



