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A noite mais importante do ano

Poucos dias antes da virada, eu e meu namorado assistíamos OC (acho que já citei aqui que não houve no mundo seriado melhor e que os adolescentes brasileiros seriam mais felizes se assistissem isso ao invés de malhação [opinião pessoal]) e em um episódio fomos remetidos a seguinte indagação: Depois do dia dos namorados, ano novo é a data mais importante da vida de uma mulher.

Ano Novo representa o dia mais importante do ano, depois do dia dos namorados. E por quê?

Nunca me detive muito nisso, datas de final de ano e essas coisas. No entanto, ao ouvir pela terceira vez essa frase conclui que lá no fundinho ela era real para mim também. Toda aquela coisa de renovação e de mudança (oras, até os erros podem ser diferentes visto que é errando que se aprende).

Aparentemente comecei esse texto por lado em que nem imaginava, minha intenção na realidade é atentar para aquilo que fiz após a noite de ano novo. Depois de ter ficado reflexiva, pensando nas pessoas que pediam esmola enquanto íamos jantar na beira da praia. Confesso que o cálculo feito por cima de quanto se gasta em fogos ou bebidas ou festas nesse período e o quanto disso poderia ser revertido em coisas pouco menos fúteis.

Pensar que eu reclamo de Deus que não ouviu determinados pedidos pontuais quando na verdade Ele me coloca no topo da pirâmide social fez do meu ano novo um momento interior, ainda que cercada pela multidão de Capão da Canoa*.

E em meio a esse momento meio reflexivo, meio humano, meio revolucionário de sofá, recebi um convite. Ir ao cinema. Justo em uma época de recesso onde poucos lançamentos aparecem. Cercada de duas ou três opções me deparei com a seguinte opção: Noite de Ano Novo.

Prometo que vou presentear quem chegou até aqui com a ausência de spoiler.

O filme é do mesmo diretor de Idas e vindas do amor. Aquele mesmo estilo: água com açúcar, cheio de estrelas de Hollywood, histórias que se cruzam, alguns casais inesperadamente unidos ao final.

Poderia até dizer que o filme é bem meia boca, exceto pelo fato que fez meus olhinhos se encherem d’água na parte final. E por quê? Porque ele traz à tona todos os meus questionamentos anteriores. Se estamos todos rindo para não chorar e desacreditados do mundo julgando o mesmo como um balaio de hipocrisia sem fim por qual motivo comemoramos o ano novo da forma que comemoramos?

Se não achamos mais válido nos questionarmos sobre os necessitados ou tristes, se desistimos em massa de fazer um lugar melhor, se temos em mente que as promessas de um novo ano não serão cumpridas, pergunto: Por que raios comemorar um novo que já é antigo?

Em 2012, ERROS NOVOS. por favor.

Como diz o filme: Se a magia acabou, porque todos se reúnem para celebrar? Eu ouso arriscar. Porque mentimos descaradamente ao nosso senso utópico de realidade. Lá no fundinho todo mundo que algo novo, todo mundo quer ser melhor. Acho que principalmente quem diz que não quer e quem esta pensando no quão hipócrita eu posso estar sendo por dizer que deveríamos beber mais para que outros pudessem comer (eu não coloquei um asterisco lá em cima por acaso, foi prevendo as criticas sobre moral de cueca).

No fim das contas, embora não mudemos é isso sim que a gente busca. Inclusive nos erros. ERROS NOVOS POR FAVOR, pois é errando que se aprende e é aprendendo que se evolui.

Não, esse passa longe de ser o melhor texto que coloco aqui. No entanto, não poderia de registrar o dia em que descobri que Marissa Cooper tinha razão: apesar de dias ruins, o ano novo é uma das datas de maior importância no ano. Apenas divirjo com ela em um aspecto: não é por causa de quem você beijará naquele dia. Mas, sim, da forma em que você decidir abraçar o mundo daqui para frente.

Sobre Gabriela Schuch

Gabriela do hebraico enviada por Deus. Schuch por alguma descendência alemã. Gaúcha com passagem pelo norte. Filha única. Colorada que aprendeu que futebol é bom somente enquanto traz paz. Jornalista em formação, “escritora” por terapia. Não é explícita, odeia falar ao telefone, não sabe nadar, andar de bicicleta ou falar de amor. Não bebe, não fuma e se diverte muito. Descobriu tarde o verdadeiro conceito de amizade. E nunca mais o largou. Se surpreende com obviedades e acredita que a culpa disso é dos valores que se inverteram. Acredita em borboletas no estomago e também nas pessoas. Não sabe confiar pela metade, não sabe desgostar pela metade, não consegue amar pela metade. 8 ou 80, nada de meio termo. Para ela, mais complicado que a vida é ser gente grande. Se tornou mulher com jeito de criança. Uma tímida extrovertida que lá do topo da árvore aprendeu a sentir amor próprio. Beleza atrai, conteúdo convence. Quer convencê-la e ganhá-la? Impressione pelo seu caráter. Seja transparente. Não vulgarize o verbo amar e diga a VERDADE sempre. Muitos dizem que ela mudou. Se afastou da multidão. Mas a verdade é que ela cresceu embasada no que o passado ensinou e agora sabe muito bem onde coloca seus pés. Em uma rocha firme chamada JESUS CRISTO. Ela acredita, confia e sabe que nada é sem a misericórdia de Deus que se renova a cada manhã. Os muitos que falam não conseguem entender que não é uma questão de ser manipulado. É uma questão de crer, e crer é pensar. Atualmente tem a marca da promessa e a convicção de que foi escolhida desde o ventre pra fazer a diferença nessa geração do avivamento. Por isso fez uma aliança com o pai: adora somente a Deus, espera no Senhor e sabe que sangue de Cristo tem PODER. Tem plena certeza que Jesus a ama - assim como AMA você e está te esperando de braços abertos – e por isso anda com Ele sempre. E se cair Deus levanta, assim como só Ele tira aquilo que Ele deu. Seu futuro? Não há dúvida onde há fé e por isso ela não porque teme já que sabe que o Pai está cuidando e que ele não demora, apenas capricha. Assim segue ela. Com os olhos fitados para cima, pois como disse o profeta Zacarias: "Porque aquele que tocar em vós toca na menina dos olhos de Deus".

Uma resposta »

  1. Fim de ano é sempre hora de encerrar um ciclo e iniciar outro. Nestas premissas nos vemos rodeados ao que fizemos no ano que se encerra. As vitórias, derrotas e conquistas. Para, ao final decidirmos se foi bom ou ruim os últimos 365 dias vividos.
    Mas quanto tempo paramos para pensar, em meio à este turbilhão de coisas, o quanto a vida dos outros pode não estar tão boa assim? Pessoas que vão e vem. Mas que, por algum motivo, estão ali, perto da meia-noite de reveillon tentando vender um CD pirata ou algo qualquer. Para, quem sabe, tirar o jantar de ano novo.
    Belo post, como sempre.
    PS: eu tava vendo o filme e o seriado tbm :P
    bj

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