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Arquivos Mensais: Setembro 2008

Não tenho palavras, apenas uma meta

E eu que já criei tantas histórias de várias mulheres aqui nesse blog hoje decidi fazer diferente. Não vou criar angústias, medos, ou euforias para contar algo irreal. Vou falar de mim. Eu, que sou todas elas, que extravaso sentimentos de cada uma. Mas que agora estou despida de todas para falar daquilo que me tira o sono.

Era pra ser em um lindo pôr do sol. Porém não precisamos disso.

Quando nos descobrimos ele não estava lá e novamente insistiu em não aparecer pra nós. Talvez um presente para mostrar que juntos se têm um brilho ímpar que independe da estrela maior.

Deveria ser em um sábado. Mas ora, que bobagem! Quem decidiu que esse era o melhor dia para que ocorressem os romances? A data certa é aquela que a nossa alma decide. A dele decidiu que seria em uma segunda. E não houve nada de errado com isso.

Uma insanidade. Ninguém normal pararia o mundo para ficar fazendo nada durante a tarde em pleno início da semana, em plena semana de provas, em plena época de conclusão de curso. Mas nós…Ah, nós… Não somos normais, somos loucos. Um pelo outro.

E foi assim que se moldou a última segunda feira do mês de setembro. Eu não sei por quanto tempo esse ato de impulsividade vai durar, e sinceramente? Não me importa.

Hoje só posso garantir a quem ainda passa por aqui que agora, de uma vez por todas, eu comecei a escrever uma história. E ela será, ainda que nunca registrada aqui, a mais linda de todas, porque será aquela partilhada com a pessoa que se faz especial e importante mais e mais desde o primeiro beijo que eu lhe dei.

E quem é essa pessoa? MEU NAMORADO. Aquele que me faz sentir vontade de gritar ao mundo e ao mesmo tempo me deixa sem palavras. Quem faz meu maxilar doer de tanto rir e me enche os olhos d’água.

E os planos? De nada eles adiantam…São somente planos. Decidi riscá-los todos e transformá-los em uma única meta: a de retribuir a felicidade que ele me dá…

Só pra vcs verem como não foi eu que to dizendo..

Fui lá…

Engana-se aquele que pensa que eu não tenho que falar…
Tenho a agradecer aos queridos visitantes…
Há uns 4 posts que não visito blogs, nem add novos links.
Falha minha, falta de tempo.
Estou indo viajar para a serra no final de semana e posteriormente entrarei em época de provas na faculdade.
Farei de tudo para comentar e e postar…

Desenvolverei um selo tbm na minha volta como forma de retribuição àqueles que não me abandonam…

Fui lá, volto já!

Cidadão de Papelão

Eu, junto com colegas e amigos da Unisinos, realizamos um clip da banda Teatro Mágico. Está no FizTV e o vencedor, além de prêmios, vai passar na MTV. Então, peço a colaboração de todos. Assitam, votem e comentem!!! A gente sonho junto realizar esse trabalho, agora queremos mostrar para nossos amigos e parentes. Espero que gostem.
Para assistir acesso esse link:

(http://fiztv.uol.com.br/f/index.php/Video/assista/16179)

Conto de fadas moderno

Era uma vez uma princesa moderna que namorava um plebeu. Ele não merecia o amor dela, e todos os dengos e chamegos que ela dedicava ao mesmo. Embora fosse um mero cidadão de papel, a princesa o tratava como uma jóia rara…

Esqueceram de avisar ao plebeu que a história da Cinderela era outra e eis que ele virou pó depois de um baile de carnaval. A princesa por sua vez foi ao banheiro, tirou sua máscara e respirou fundo. Chorou. E percebeu aquilo tudo era a maior besteira na qual ela havia se enfiado. Tirou o seu batom Lâncome da sua bolsa Prada, retocou sua maquiagem e foi dançar.

Entre uma marchinha e outra esbarrou com ele. Era totalmente diferente do plebeu. Gentil, bonito, sorridente. Olharam-se. A princesa estava decidida: era com aquele príncipe que ela iria se casar. Agarrou-o naquela noite mesmo sem a menor pretensão de solta-lo.

Os dias ao lado do príncipe eram os melhores. Flores, bombons, poesias. Tudo era mágico. Inclusive seu caráter que, de tão encantado perdeu o efeito e ele se revelou. Virou um sapo nojento. Que deixou a princesa moderna irritada e jurando nunca mais acreditar nessas historias de final feliz.

Porém a maré sempre vira pra quem é merecedor, e eis que o príncipe voltou das férias da terra do nunca e apareceu na vida da princesa. E dessa vez ela tinha certeza que era pra sempre. Um príncipe moderno feito ela. Idéias e sonhos, iguais aos dela. Enfim ela podia dormir visto que tinha bons motivos para sonhar.

E foi assim que em uma tarde de primavera adormeceu em seu berço dourado. Na sua mente uma cena linda onde caminhava com seu príncipe de mãos dadas. Ela sorria com a cabeça no travesseiro quando seu telefone tocou. Abriu os olhos eufórica: era o príncipe!!! Dando um toque só para tocar um pouco mais seu coração.

Quando abriu seu lindo celular rosa cravado de diamantes não acreditou. A chamada não atendida era do sapo nojento que após muito tempo havia ressurgido das cinzas. Ficou furiosa por ter tido seu sono da beleza interrompido por um ogro e decidiu vingar-se. Ligou de volta.

-Alô.
-Oiem..
-Quem ta falando?
-Sou eu..
-Eu quem? Me ligaram agora desse número e eu não tenho ele nos meus contatos.
-Eu, o príncipe…
-Principe, príncipe…Não conheço ninguém com esse nome. Tu deve ter te enganado.

E mediante ao silêncio perplexo do outro lado da linha sentiu-se nova. Fechou o celular, soltou uma gargalhada, e dormiu.

Pausa

Em uma época em que tudo passa voando por entre nossos dedos é difícil manter o equilíbrio. É a prova que tu tem amanhã, o livro que deveria ser lido ontem, as horas de sono que se perderam. O compromisso que foi adiado, o passeio que foi feito as pressas. Os lugares que não conseguiu ir, os filmes que não conseguiu ver.

E é assim que acabamos nos tornando os sumidos. Os amigos começam a perguntar o que tu ta fazendo da vida. Os conhecidos começam a dizer “nossa quanto tempo”. Mas na verdade nem tu entende a falta que as pessoas sentem de ti. E ao pensar a respeito percebe que tu mesma te faz falta.

E chega a hora de colocar as idéias, os compromissos e as coisas no lugar. Organizar-se. E só depois voltar.

Ser gaúcho é…

… morar em Florianópolis e dizer que Porto Alegre é melhor.
… assinar Zero Hora em Nova York.
… estar no Maracanã escutando a Rádio Gaúcha
.… bater no filho ao descobrir que ele é Flamengo(afinal de contas aqui não se tem essa história de se torcer prum time fora do Estado).
… ir à Joaquina de garrafa térmica (e cuia e erva…).
… achar que a FREE WAY é a nona maravilha do mundo.
… comemorar uma revolução que não deu certo(com o maior orgulho do mundo).
… comer a costela antes da picanha(e esperar a costela assar 12 horas).
… dizer que vaso de banheiro é PATENTE.
… comer NEGRINHO em vez de brigadeiro.
… falar TCHÊ ao telefone só pra ver se descobre outro.
… indicar um gaúcho para presidente.
… enviar cartão postal de TORRES.
… fazer compras no SUPER.
… dizer que tem um FRIGIDAIRE em vez de geladeira.
… dizer que Kleiton e Kledir são mais machos que Gil e Caetano.
… achar que o LAÇADOR é maior e mais bonito que o Cristo Redentor.
… chamar geléia de CHIMIA e doce de leite de MU-MU.

E por fim… Tomar com muito gosto uma água a 100°C (pelando de quente) e quando uma lágrima escorrer estufar o peito e dizer:

“É de saudade do meu Rio Grande”

(Em homenagem ao nosso 20 de setembro)

Descaso

Quando estava refletindo para escrever um novo post para o blog cheguei à conclusão de que embora lute contra isso, em alguns pontos, sou uma hipócrita.

Era um dia qualquer do ano passado. Recém havíamos passado por aquela febre de jogos pan-americanos do Rio de Janeiro. E eu, como uma boa filha esperava na lotérica para pagar contas para minha mãe.

Foi lá que eu encontrei um cartaz parabenizando os para-atletas. Por algum tempo, enquanto a fila andava, aquilo me chamou atenção. Eram cegos, deficientes de membros inferiores e superiores, paraplégicos. Todos sorrindo de uma forma linda com suas medalhas.

Fiquei indignada com a situação. Afinal de contas, as atenções todas se voltaram ao Rio de Janeiro durante um período. Depois disso, todo mundo retomou sua vida e se esqueceu de que os JOGOS NÃO HAVIAM ACABADO.

Os verdadeiros heróis ainda não tinham dado o ar da graça. É verdade que o esporte como um todo, pelo menos aqui no Brasil, deixa a desejar no quesito apoio. Aliás, patrocínio aqui é para minoria.

Porém, os obstáculos de atletas sem estrutura se tornam pequenos perante meus olhos ao me deparar com histórias dos para-atletas. O problema está somente em tomar conhecimento de tais relatos visto que a mídia pouco se importa em relatar na íntegra o que se passa em períodos de jogos destinado a deficientes.

Hoje em dia a relevância da vida se dá através da importância dada pela imprensa. E eu, como futura, comunicadora me envergonho dos atuais quesitos de relevância utilizados.

Minha indignação em relação aos campeões dos jogos para-pan-americanos foi se amenizando com o passar do tempo. E, hipocritamente só retomei tal sentimento hoje, após ler uma manchete qualquer sobre o fim dos jogos para-olímpicos.

Brasil bate recorde e encerra particpação em 9° lugar.

Ainda que de forma tardia, queria demonstrar uma atitude de extremo orgulho aos heróis brasileiros: Aqueles que mesmo com apoio pequeno e reconhecimento menor ainda fazem bonito pelo nosso país. E por isso, mesmo me sentindo uma hipócrita, escrevo.

E só…

Eu tenho uma mania: a de me apaixonar. Por tudo que a vida me oferece. Vivo procurando motivos para que o encanto nunca termine. Sim, eu preciso, tenho necessidade de ser encantada constantemente.

Não sei onde quero chegar. Mas sei os caminhos que quero percorrer e sei quem quero levar comigo. E o que. Preciso do carinho, da música, de beijo, de abraço, de doce, de ser surpreendida. Necessito de aventura, de intensidade, de amor, de paixão, de poesia…

Quero tudo que é quente, tudo que é gelado. O leve e o pesado. Correr e ficar parado. O oito e o oitenta, sem passar pelo meio termo. O carinho e a cólera. A sensibilidade de um olhar e a química de um toque. Viver para quem merece e morrer de amor.

Gritar até que ecoe do outro lado do mundo e ficar em silêncio, olhando para ti, para mim, pensando em nós e só… Quero mil amores a primeira vista e um milhão de finais felizes. É vital enlouquecer de amor. Apaixonar-se, e muito, só para poder encontrar a sua cura em um outro alguém.

É preciso se perder só para ter o gostinho de orientar-se a partir da presença alheia. A verdade é que não se vive sem paixão, sem doação, sem alma… Fazer valer a pena é entregar-se em cada esquina ao destino.

“E o fim, é belo incerto. Depende de como você vê…

A fé que você deposita em você e SÓ…”

(sem título)

Estou pensativa desde ontem.
Não sei o que falar.
Talvez seria útil esboçar um desenho.
Não tenho uma novidade da minha vida,
não vi o noticiário hoje (jesus me chicoteie) e as de ontem já perderam o valor.
A inspiração para contos não sei onde guardei.
Só o que me vem a mente agora é o clichê musical do mês:

Wake me up when september ends.

Talvez seja isso que eu esteja precisando.
Sono profundo. Orientação.
Me sinto muito afim de dormir por um bom tempo.
Sumir por algum tempo também me serviria.
Só não o faço pois sei que infelizmente as coisas não se orientam sozinhas.
É preciso tópicos, rótulos…

Tudo na vida é rotulado. Ou titulado. E eu, não consigo nem saber qual nome dar para isso que se ensaia para ser um post…

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