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Arquivos Mensais: Agosto 2008

Se arrependimento matasse, viveria pra fazer diferente

Quem nunca se deparou com algum questionamento que remetesse ao assunto arrependimento? Estava pensando nisso hoje. É claro que por muitas vezes deveria ter agido diferente, porém tem aquilo “durma arrependido, mas não na vontade”.

Se existe alguma coisa que me dói ao tratar de tal assunto, é o tempo em que fui medíocre. Ou melhor, esse não é um bom adjetivo. Pseudo-intelectual se encaixa melhor. Quem sabe até metida a besta sem moral alguma.

Já me peguei mais de uma vez pensando. “Bá, eu poderia ter escutado musicas melhores na minha época de adolescente”, ou então “nossa, o que eu estava fazendo que não li determinados clássicos”. Eu acatava o que o meio que eu vivia me dizia. As posições gerais. E argumentava minha posição baseada em discursos prontos e já utilizados.

Minha adolescência foi inerte e alienada ao modismo. Eu achava que tinha lido demais, porém obras primas da literatura não passaram por mim. Pensava que música era algo momentâneo para te descrever e usava de bandas da época para isso. Esquecia que música é mais que som: é arte.

Hoje corro atrás do prejuízo cultural que cavei na minha vida. Procuro ler não só os clássicos, mas também os novos. Tento ver dois lados para saber (e poder) criticar. Busco informação e estou aprendendo a selecionar as que me servem ou não. Aprendi que pra falar de música é preciso, entre outras coisas, saber que rock não é emo e também o que significou a tropicália.

Me arrependo da época em que pensei que história era uma disciplina escolar que contava apenas coisas interessantes. Hoje consigo ver sentido em toda contextualização dada nas aulas o que me serve de luz ao fim do túnel.

Ainda estou longe de uma perfeição (como qualquer um), mas hoje pelo menos sei que modismo não é o mais importante. Sei que ter estilo não é seguir aos outros, mas sim ter suas próprias convicções e baseado nisso construir a bagagem da tua vida.

Aprendi que caráter não está só relacionado com a forma a qual se vive, mas com a maneira que aproveitamos as coisas indiferentemente da escala de tamanho. Por fim fico feliz em concluir que é preciso renovar certos valores, sem, no entanto alterar princípios. E é isso que consola o meu arrependimento.

Reflita…

Não vou comentar o futebol de ontem. Empate fora de casa. Somos os macacos? Ah então tá! GreNal 372 tira Grêmio da Sulamericana (único título que o Brasil não tem)…

Fiz uma carta para um grande amigo ontem…Queria deixa-la aí por mais tempo, mas hoje ao conferir meus e-mails achei um ótimo:

O problema do Brasil é que, quem elege os governadores, prefeitos, deputados,
senadores, vereadores não é o pessoal que lê jornal, mas quem se limpa com
ele!

Reflita….

(post de número 69..hahaha)

Carta a um anjo

Seiscentos e trinta e três dias. É exatamente essa a contagem de dias que nos separam de um último adeus no portão da minha antiga casa. Nunca pensei que fosse ver-te chorar. Senti-me honrada de ver tuas lágrimas, me fizeram crer que eu era uma pessoa importante na tua vida.

Hoje, porém, um dia que se difere de todos os outros pelo brilho: o dia do teu aniversário. Foi em um dia vinte oito de agosto que eu sorri e te abracei pela primeira vez. A primeira vez que te olhei no fundo dos olhos e que te vi sorrir. Teu porte de homem, teu jeito mais sério tudo me levava a crer que naquele ano se completava teu 18° aniversário. Era, no entanto, apenas o 15°. Incrivelmente mais novo que eu.

Agora, seiscentos e trinta e três dias depois enfim comemoramos a chegada da tua maior idade. A importância que deste ao único aniversário de minha pessoa que passamos juntos, fez com que o teu aniversário fosse meu também.

Queria mandar-te um presente bonito. Não consegui acabá-lo, e tampouco tenho teu novo endereço, por isso te deixo com o meu melhor: as palavras. Para que tu saibas que de mim tu sempre terás tudo o que eu posso oferecer de mais importante para uma pessoa.

Assim como são as mais belas e importantes coisas que te desejo no dia de hoje. Ou melhor, não somente nesse dia em todos os outros. Pois uma pessoa como tu merece ser agraciado a cada adormecer, e iluminado em casa despertar.

Um anjo vestido de gente é isso que tu és. E que foi feito para mim. Ou tu achas que eu por alguma vez pensei que a teoria de tu seres nove meses mais jovem do que eu não tenha sentido?

Eu particularmente não dei muita ênfase aos meus, porém, sei o quanto os dezoito anos são importantes para os homens. Hoje tu deve estar extremamente feliz por mais essa fase de trajetória cumprida. E eu me sinto realizada por ter ainda que por três meses ter participado e feito parte dessa linda história que é a tua vida e que deixa todos que te conhecem mais feliz.

E é com lágrimas que trancam minha garganta e tiram minha inspiração que me despeço. Meu choro, entretanto é além da saudade de uma alegria infindável por tu existires. Me emociona e orgulha o fato de poder te chamar de AMIGO.

Feliz aniversário, de quem te amará eternamente,

Àgua da mina.

A arte de ser JORNALISTA.

JORNALISTA não fala – informa
JORNALISTA não come, degusta o produto
JORNALISTA não cheira, sente a fragrância
JORNALISTA não toca, examina o design
JORNALISTA não conquista, persuade
JORNALISTA não tem destino, tem target
JORNALISTA não dá resposta, cria outra pergunta
JORNALISTA não traz novidade, dá furo de reportagem
JORNALISTA não some, trabalha em off
JORNALISTA não ouve barulho, ouve ruído
JORNALISTA não fala, envia mensagem verbal
JORNALISTA não procura endereço, procura praça
JORNALISTA não escuta, decodifica a mensagem
JORNALISTA não tem idéia, tem brain storm
JORNALISTA não recebe resposta, recebe feedback
JORNALISTA não tem memória, tem repertório
JORNALISTA não lê, decifra código textual
JORNALISTA não é chato, é crítico
JORNALISTA não conversa, faz entrevista
JORNALISTA não ouve música, ouve trilha sonora
JORNALISTA não tem lista telefônica, tem contatos
JORNALISTA não vê outdoor, vê mídia exterior
JORNALISTA não dirige, faz test-drive
JORNALISTA não falece, seu ciclo de vida chega ao fim
JORNALISTA não dorme, faz pausa entre os fatos
JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra…
JORNALISTA não tem vida, tem rotina…

E quer saber? Eu amo MUITO tudo isso…Mesmo sem férias, sem salário decente, sem diploma…

Música que não sai da cabeça.

Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo.
Nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o cinema.
Não é porque eu não acho o papel onde anotei o telefone que eu to precisando.
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando.
Não é porque eu fui mal na prova de geometria e periga d’eu repetir de ano.
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina.
Não é porque tá muito frio,
Não é porque tá muito calor.
O problema é que eu te amo.
Não tenho dúvidas que com você daria certo.
Juntos faríamos tantos planos,
Com você o meu mundo ficaria completo.
Eu vejo nossos filhos brincando,
E depois cresceriam e nos dariam os netos.
A fome que devora alguns milhões de brasileiros
perto disso já não tem importância.
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente
dela já nem me lembro.
A derrota de 50 e a campanha de 70 perdem totalmente o seu sentido.
As datas, fatos e aniversariantes passam sem deixar o menor vestígio.
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas
caem fora pelo outro ouvido.
Roubaram a carteira com meus documentos,
aborrecimentos que eu já nem ligo.
Não é porque eu quis e eu não fiz.
Não é porque eu não fui eu não vou.
O problema é que eu te amo.
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto.
Juntos viveríamos por mil anos porque o nosso mundo estaria completo.
Eu vejo os nossos filhos brincando com seus filhos
que depois nos trariam bisnetos.
Não é porque eu sei que ela não virá que eu não vejo a porta já se abrindo.
E que eu não queira tê-la mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio.
Não é que eu esteja procurando o infinito a sorte pra andar comigo.
Se a fé remove até montanhas o desejo é o que torna o irreal possível.
Não é por isso que eu não possa estar feliz,
sorrindo e cantando.
Não é por isso que ela não possa estar feliz,
sorrindo e cantando.
Não vou dizer que eu não ligo,
Eu digo o que sinto e o que eu sou.
O problema é que eu te amo,
Não tenho dúvidas pois isso não é mais secreto.
Juntos morreríamos pois nos amamos e de nós o mundo ficaria deserto.
Eu vejo nossos filhos lembrando com seus filhos que já teriam seus netos.

(Cássia Eller e Nando Reis).

Essa não sai da cabeça.

Uma semana radiante. Um sentimento fantástico. Acontecimentos perfeitos. Muita luz, muita realização. Porém, ainda muita correria…

Qualquer dia eu volto pra contar.

amanhecer brilhando mais forte…contagiar e ser contagiado!

Futebol não é coisa pra mulher…

Brasil dá vexame contra a Argentina. ¹
Sina continua
19 de Agosto de 2008 11:45

Brasil atropela a Alemanha e está na final²
Seleção feminina goleia as campeãs mundiais por 4 a 1
Publicada em 18/8/2008 às 8:55

….Será?!

A vida tem sempre razão

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

(Vinícius de Moraes)

To cheia de coisas para fazer essa semana…Não sei quando volto.
Reflita nessa música pois colocar paixão em tudo mudou a minha vida. Salve Vinícius!

Dois anos.

Era 16 de fevereiro quando tudo começou. Eu estava de férias no Rio Grande do Sul e iria poder acompanhar a consolação após o roubo do ano anterior. Meu time entrou em campo naquela noite quente. O primeiro jogo fora de casa. Eu e meu pai vestimos nossas camisetas e fomos para um barzinho. Futebol e cerveja, que mais se poderia querer?

Lembro que xinguei meu time por ter empatado com um tal de Maracaíbo que eu nunca havia ouvido falar. Cheguei a falar que se continuasse assim não sairíamos da primeira fase…

Não consegui acompanhar mais nenhum jogo no Gigante, afinal de contas as férias findaram e eu parti ainda naquela semana. Os jogos tampouco passavam na TV, então eu tinha que escutar pela internet (às vezes trancava), ou esperar a boa vontade do Cléber Machado em algum outro jogo. E foi nessa espera perante a TV que eu vi a queda do Corinthians. Em São Paulo mesmo… Ali, já tinha recebido uma glória.

Glória maior estava por vir… No início de junho eu consegui a tão sonhada volta definitiva para casa. Estava na região metropolitana mais uma vez. E poderia ver o meu time que não havia caído na primeira fase como eu profetizara (não tenho o mínimo dom de vidência).

Exatos seis meses depois da minha profecia furada eu estava lá. Cara pintada: metade vermelha, metade branca. Camisa levando o número 10 nas costas. Lá estava eu entrando no Gigante da Beira-Rio para uma noite que jamais perderá o brilho na minha mente.

Eu tremia antes mesmo do jogo começar. Não sabia dizer se eu quem pulava, ou se o estádio estava se mexendo. No fim concluí que eram as duas coisas formando uma perfeita sincronia. Eu e mais 40 mil e lá vai pedrada. Unidos por uma mesma paixão: O Sport Club Internacional.

Estávamos em casa e jogando pelo empate. Depois do espetáculo em solo são-paulino aquilo parecia tão fácil… Que bom que não foi. Foram 90 minutos de jogo pegado, cantado, torcido, pulado… Faltava somente 5 para o apito final quando aconteceu o empate. E naquele momento o relógio parou. A bola não saia da área. Eu não conseguia mais pular. Caí de joelhos perante o gigante. Meu coração batia a 200 por milésimo de segundo. E o relógio teimava em não andar.

Por fim acabou. Nunca vou me esquecer do silêncio que por alguns instantes calaram o Gigante lotado. A ficha enfim caiu. E as lágrimas também. Eu nunca tinha entendido o porquê de se torcer por um time. Na minha cabeça havia nascido colorada e pronto. Cresci nos tempos áureos do Grêmio. Nunca tinha visto meu time ganhar nada além de campeonato gaúcho. De repente a América estava aos nossos pés.

Hoje faz dois anos e o sentimento continua aflorado em meu peito como se fosse ontem. Sempre fui levemente macho no quesito futebol, mas foi naquele dia que eu realmente entendi que o rolo compressor está impregnado na minha alma. Meu sangue é vermelho com os glóbulos brancos. Não dá pra fugir disso. E eu nunca tentei. Naquele dia eu chorei pela paixão guardada ao longo de toda a vida… E que só cresceu.

“Eu nunca me esquecerei dos dias que passei contigo INTER… Colorado é coração, trago amor e paixão… PRA SEMPRE INTER!”

Solteira sim…Sozinha, nunca.

Consegui resistir à vontade de postar no dia dos namorados. Hoje, porém no dia dos solteiros não posso ser indiferente a tentação e tentar escrever sobre a minha classe. HAHAHA.

Nunca passei um dia dos namorados acompanhada. Já passei dia dos solteiros comprometida. O primeiro dos fatos era algo que me deprimia. Hoje em dia não mais.

Sabe, tenho o maior orgulho de ser “solteira sim, sozinha nunca”. Mas ao falar de solidão não trato de um relacionamento vazio. Sou seletiva, não achei minha boca no lixo pra meter em qualquer lugar.

Não sou sozinha, pois tenho minha liberdade, tenho minha rotina e mais do que isso: tenho meus amigos que me completam. E isso tudo me tira toda e qualquer pressa de ter um relacionamento. Quero ter um quando rolar paixão, química, afinidade. Quero alguém com quem eu possa ficar em silêncio estilo Sartre e Beauvoir (afinal não basta estar em silêncio, é preciso respeitá-lo). Alguém que goste das minhas músicas antigas…Dos meus filmes filosóficos… Mais do que isso, só quero alguém o dia em que não precisar abrir mão dos meus momentos solidão por essa pessoa.

Alguém que some aos amigos, aos gostos, a liberdade. Pois é só somando que somos completados, e só assim que vale a pena ter um relacionamento.

Vamos nos amar para poder amar aos outros! Um brinde à todos os solteiros!!! Vamos desfazer a idéia de que é preciso futilidade para ser feliz sozinho.

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